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Agosto Dourado: aleitamento materno faz bem para a saúde e o planeta

21/08/2020      223

Crédito: Leonardo Lenskij.

A amamentação traz uma série de benefícios para a saúde do bebê e da mãe. Para o recém-nascido, pode prevenir doenças infecciosas, cáries, infecções respiratórias, além de influenciar no aumento do nível intelectual. Para a mãe, traz efeitos na redução do risco de câncer de mama e de ovários. E os reflexos positivos do aleitamento materno podem ser sentidos, também, na diminuição das taxas de internações hospitalares na infância.

 

Essas são algumas das mensagens da campanha do Agosto Dourado de 2020, da Aliança Mundial para Ação de Aleitamento Materno (WABA), que tem o apoio do Hospital Moinhos de Vento. O tema deste ano é "Apoie o aleitamento materno por um planeta saudável", com o objetivo de informar, divulgar, engajar e implementar ações de amamentação para melhorar a saúde do planeta e das pessoas.

 

A premissa é de que o aleitamento é um dos melhores investimentos para salvar vidas infantis, promover o desenvolvimento dos indivíduos e das nações, além de ser uma prática sustentável e ecológica. "O leite materno é um alimento natural, renovável e biologicamente seguro, trazendo benefícios para os ecossistemas e a natureza", destaca Andreia Amorim, enfermeira e coordenadora assistencial da Maternidade Hilda Gerdau Johannpeter, do Hospital Moinhos.

 

Acompanhamento e capacitação

Ao longo de todo o mês, o Hospital busca conscientizar a sociedade, por meio de ações internas e externas, a respeito da importância desse ato. O espaço da maternidade foi decorado com balões e cartazes, trazendo ainda banners informativos que reforçam os benefícios da amamentação. "É recomendado que comece na primeira hora após o nascimento, indo até os seis primeiros meses de vida. E, até os dois anos de idade, sendo complementar à introdução de outros alimentos", explica Andreia.

 

O Hospital Moinhos realiza uma série de ações de acompanhamento do aleitamento das pacientes. As equipes recebem capacitações semestrais para que estejam sempre atualizadas, prestando uma assistência individualizada às mães e sua rede de apoio. "Além disso, temos em nossa equipe duas enfermeiras que são consultoras de amamentação, possibilitando um diferencial no cuidado das mamães que estão com dificuldades em amamentar", destaca Andreia.

 

Para os bebês que estão na UTI neonatal, é realizada a colostroterapia, método pelo qual uma gota do colostro (leite produzido nos primeiros dias após o parto) é aplicada na mucosa oral do recém-nascido. "Em nosso acompanhamento, buscamos que 85% dos bebês estejam mamando no seio materno. No mês de julho, alcançamos um índice de 91%, que é muito significativo", celebra a enfermeira.