Dia mundial do Alzhaimer- entenda como funciona a doença

17/09/2021      79

Crédito: Divulgação

Dra Renata Camera  Amaral/ Clinica Geral com atuação em Tapera

 

 

A data de 21 de setembro é considerada como Dia Mundial do Alzheimer, uma doença neurodegenerativa que afeta milhares de brasileiros. Em geral problemas com a memória são os primeiros indícios, além dele, o paciente também pode vir apresentar dificuldades para falar, alterações comportamentais.

Renata Câmera Amaral medica formada pela Universidade Fronteira Sul, atua na cidade de Tapera e conta que a “incidência da Doença de Alzheimer aumenta de acordo com a idade. Por isso, entre indivíduos na faixa etária entre 65-70 anos, a incidência é de 5/1.000. Por sua vez, entre indivíduos com idade superior a 85 anos, a incidência se aproxima a 60-80/1.000. Além da idade, o baixo nível educacional, uma história familiar dessa doença e fatores de risco cardiovasculares também aumenta a chance de seu desenvolvimento. Estima-se que dois terços das pessoas diagnosticadas com essa doença são mulheres”.

Qualquer ação que vamos realizar necessita de comandos do cérebro, través da comunicação entre os neurônios, nos pacientes com alzhaimer essa comunicação não ocorre, e as células neurais acaba, morrendo, por conta do mecanismo dentro e fora das células “Ocorre acúmulo de proteína beta-amiloide no meio extracelular, originando as chamadas placas neuríticas / placas senis.  Além disso, ocorre acúmulo excessivo de proteína TAU fosforilada no meio intracelular, formando os emaranhados neurofibrilares, acarretando em morte celular programada de células neurais específicas.” Explica Renata.

Depois de diagnosticado com a doença inicia-se um longo processo, de cuidados, algumas alterações como alucinação, depressão podem aparecer, fazendo-se necessário tomar algumas medidas, mas nem sempre com uso de medicação “ambiente calmo, familiar; sinais de orientação, como marcas ou placas nas portas dos quartos; e iluminação adequada do ambiente, que ajuda a evitar falhas de orientação. Comportamento agressivo pode ser conduzido com linguagem calma, clara e direta, no sentido de distrair o paciente” afirma Renata. É importante entender que se necessário remédios desde que prescritos pelo especialista (neurologista) podem ser administrado.

Para finalizar Renata conta “Quando recebo em consulta algum paciente com possível Doença de Alzheimer, após excluir causas reversíveis de demência (depressão, hipotireoidismo, dentre outras), realizo o encaminhamento ao neurologista, especialista desta área. Juntos, realizaremos o acolhimento emocional ao paciente e seus familiares, explicando o curso clínico esperado da doença e as possibilidades terapêuticas. Nesse contexto, o médico clínico generalista é de fundamental importância para o elo de um atendimento clínico integrado, que pode envolver além do mesmo e do médico neurologista, também fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, profissionais de educação física, fonoaudiólogos e nutricionistas”